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Dia Nacional da Luta Antimanicomial

 

Neste sábado (18), o Dia Nacional da Luta Antimanicomial comemora os 32 anos da luta pelo direitos das pessoas em sofrimento mental e trabalha no combate a ideia de que se deve isolar essas pessoas em nome de tratamentos, baseado apenas nos preconceitos que os cercam.

 

As raízes do Movimento Antimanicomial surgem na itália com o médico psiquiatra, Franco Basaglia, que reformulou o modelo de tratamento aplicado em instituições psiquiátricas, modificando junto a um corpo de psiquiatras, mudanças práticas e teóricas no tratamento de seus pacientes, conhecidas como Psiquiatria Democrática.

 

Após a 2° Guerra Mundial, depois de 12 anos de carreira acadêmica na Faculdade de Medicina de Padova, o médico começa a trabalhar no Hospital Psiquiátrico de Gorizia, onde também foi diretor. E então, percebe a necessidade de transformações profundas tanto no modelo de assistência psiquiátrica quanto nas relações entre a sociedade e a loucura, e chega a conclusão de que seria necessário remodelar a estrutura psiquiátrica da época.

 

Em 1970, ele começa a dirigir o Hospital Provincial na Cidade de Trieste. Serviços de atenção comunitários, emergências psiquiátricas em hospital geral, cooperativas de trabalho protegido, centros de convivência e moradias assistidas foram alternativas que tomaram o lugar dos tratamentos manicomiais da instituição.

 

No ano de 1973, o Serviço Psiquiátrico de Trieste é credenciado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e passa a ser a principal referência mundial para a reformulação da assistência em saúde mental.

 

 

No Brasil – Em pleno processo de redemocratização, o movimento iniciado na década de 70, que teve como lema “por uma sociedade sem manicômios”, trouxe a mobilização de associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos da sociedade que questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações nos hospitais psiquiátricos as violações dos direitos das pessoas em sofrimento mental e propõe a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.

 

O Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado, que regulamenta a proteção das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência.

 

 

No Pará – A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna é o único hospital com atendimento psiquiátrico de urgência e emergência no Estado do Pará. A instituição, inaugurada em 1989, para receber pacientes do Hospital Juliano Moreira – que funcionava desde o século 19, onde hoje está um dos campi da UEPA – inicialmente contava com 400 de servidores. Hoje, já com o status de fundação, conta com mais de 1.800 funcionários. Desde 2001, ano de instalação da fundação, também atende nas especialidades de Cardiologia e Psiquiatria

Atualmente, a emergência psiquiátrica atende, em média, 810 pacientes por mês, sendo que o número de internações de caráter breve atinge o número de 200 pacientes, no mesmo período. Para isso, são disponibilizados 60 leitos, entre urgência e internação.

 

Para marcar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, a equipe multidisciplinar da Psiquiatria realizou um café onde se discutiu vários aspectos do atendimento ao paciente em sofrimento mental, além dos cuidados com a saúde dos profissionais que participam desse tipo de atendimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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