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Pacientes do HC usam videogames na reabilitação pós-operatória

Após uma cirurgia de revascularização do miocárdio, o taxista que veio de Paragominas até Belém, Raimundo Avelino, de 53 anos, realiza as primeiras atividades do pós-operatório em um videogame. Para ele as sessões de gameterapia – tratamento feito com a utilização de jogos eletrônicos -, são distrações para mente que ajudam na recuperação dentro do hospital. “Foi difícil pra ficar sentado e em pé nos primeiros dias, e o jogo me ajudou, é um divertimento pra mente, a cada dia que passa a gente melhora”, comemora Raimundo.

 

A terapia ocorre com acompanhamento de um profissional que monitora e ajusta a atividade do paciente ao longo de seu desenvolvimento. Recentemente, essa técnica ganhou espaço entre os profissionais reabilitadores por oferecer um novo equipamento, práticas alternativas, além de dinâmicas de trabalho.

Os jogos transformam sessões que normalmente podem ser monótonas e dolorosas em atividades mais divertidas e engajadoras para o paciente. Eles permitem que os pacientes sintam que estão fazendo atividades que gostariam de fazer, mas normalmente não conseguem ou precisam se esforçar muito para conseguir.

 

A imersão na realidade virtual, por quem está jogando videogame com sensores de movimento, é um grande aliado da equipe de terapia, contribuindo para a rápida recuperação de pacientes internados na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV). Claudia Fragoso, Gerente Técnica de Reabilitação, explica que o objetivo é oferecer uma terapia lúdica e que facilite a recuperação no pós-operatório. “Eles acham que estão brincando, e assim a gente conseguiu fazer com que ele se mexessem no leito e fizessem exercícios”,  conta ela.

 

Para Elza Sales, fisioterapeuta residente da cardiologia, a realidade virtual é usada para reduzir o tempo de permanência do paciente na UTI e melhorar a funcionalidade. “Essa terapia vem complementar a reabilitação cardíaca dos pacientes, no caso do seu Raimundo, no primeiro dia de pós operatório, ele jogou videogame sentado no leito, era um jogo de corrida de automóveis. No segundo dia ele já saiu do leito e sentou na poltrona para jogar. No terceiro dia, já vamos mudar para um jogo em que estimule mais a funcionalidade dele, com ele em pé, usando os membros superiores e inferiores”, explica Elza.

 

Os benefícios da gameterapia vão além da diminuição dos efeitos da hospitalização e da promoção de um atendimento mais humanizado. “As sessões trazem benefícios para a função muscular, equilíbrio, coordenação, cognição e principalmente para o condicionamento cardiovascular”, explica Alan Oliveira, Fisioterapeuta da UTI.

 

Na FHCGV a terapia alternativa começou em 2017, após a doação de 10 videogames por voluntários. O resultado alcançado com a terapia foi positivo e atualmente os videogames estão distribuídos em todas a clínicas do hospital.

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