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Conheça o HC: Como funciona o serviço de Nutrição e Dietética

 

O trabalho em uma cozinha hospitalar tem grande importância na recuperação dos pacientes em tratamento. Um corpo mal nutrido, ou subnutrido, está exposto a uma diminuição significativa das defesas e, nesse estado, o corpo não será capaz de combater as agressões, tornando-se vulneráveis ​​a doenças. Se a pessoa tem saúde delicada, seu sistema imunológico pode não executar as funções habituais, inclusive defesa. É comprovado que a desnutrição colabora com o aumento de infecções, tempo de internação e mortalidade, por isso, é fundamental essa avaliação para verificar o estado de cada paciente. O medicamento mais importante para um paciente é a nutrição correta. 

 

Dentro desse contexto, o Serviço de Nutrição e Dietética (SND) da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) funciona dentro dos padrões exigidos pelas instituições reguladoras e de fiscalização na área da saúde. O serviço é responsável pela produção e distribuição de mais de 2 mil refeições diariamente no hospital. Para isso, possui uma cozinha, onde são preparadas refeições para pacientes com dieta geral, acompanhantes, servidores da área administrativa e assistencial; uma cozinha dietética – onde são preparadas as refeições de  dietoterapia, ferramenta da nutrição que utiliza de alimentos para prevenção, manutenção e recuperação de enfermidades, através da oferta de alimentos  com consistência ou nutrientes adequados a necessidade do paciente -; e um almoxarifado da SND, local específico para recebimento, armazenamento e distribuição de gêneros alimentícios, fórmulas  infantis e de nutrição enteral (uma dieta líquida por meio de uma sonda colocada no estômago, duodeno ou jejuno).

 

O profissional responsável em fornecer assistência dietética e promover educação nutricional aos pacientes internados é o nutricionista.“Ser nutricionista é muito mais que fazer uma avaliação nutricional nos pacientes, ser nutricionista é assistência e cuidado com um único objetivo: melhorar a qualidade de vida do paciente”, ressalta Aldair Guterrez, nutricionista que trabalha há mais de 20 anos na FHCGV. Segundo ela, o trabalho requer toda uma elaborada rotina diária na preparação de avaliação nutricional do paciente durante a internação.

 

De acordo com Aldair, é a partir dessa avaliação é que a equipe multiprofissional da  FHCGV passa a fornecer o tipo de alimentação necessária para a recuperação dos pacientes. “Essa rotina diária é realizada em 4 fases: visita, avaliação, prescrição e  acompanhamento. Seguindo esses procedimentos, os nutricionistas identificam se o paciente está sem risco ou com risco nutricional. Caso o paciente esteja em risco nutricional, ou seja, desnutrido ou debilitado, ele é submetido a uma dieta alimentar mais rigorosa, como a utilização de suplementos nutricionais hipercalóricos e hiperprotéicos, que são suplementos específicos para cobrir a necessidade ou déficit nutricional, estabelecer uma melhora nutricional e assim, garantir que esses pacientes possam melhorar”, explica a nutricionista.

 

O paciente José Gama, de 74 anos, é a prova disso. Ele tem problemas cardiológicos e foi encaminhado de Cachoeira do Arari, no Marajó, para ser submetido a cirurgia. Antes da operação, ele recebe o tratamento adequado aos pacientes no pré-operatório. José é vaqueiro e pescador, e sua alimentação cotidiana é  base de peixe. Entretanto, no hospital ele teve que se acostumar com uma alimentação especial, preparada para a sua condição. “Os nutricionistas daqui do hospital me atendem muito bem, procuram sempre saber como estou me sentindo, o que eu gosto de comer, se a comida está me fazendo bem, conversam muito em relação a minha saúde”, revela.

 

Antes de voltar à rotina em seus locais de origem, os pacientes recebem uma orientação de alta, um cardápio especificando quais alimentos são indicados e como esses alimentos precisam ser preparados em casa. Além de detalhar os horários de todas as refeições, seguindo o mesmo padrão utilizado no hospital. Logo após serem liberados da internação, eles continuam recebendo um acompanhamento de perto realizado pelos nutricionistas do ambulatório do hospital. 

 

E mesmo sentindo saudades do peixe de sua terra natal, o José não abre mão de uma alimentação saudável e cuidados com a saúde. “De vez em quando o peixe entra no cardápio do hospital, mas só agora eu entendi que não preciso deixar de comer o que gosto, tenho que comer de forma moderada e saudável, para poder me recuperar mais rápido e voltar para minha casa”, conclui José.

 

Formação

 

O Setor de Nutrição e Dietética (SND) é formado por 8 profissionais do quadro efetivo, 1 temporário, 5 residentes e 4 estagiários bolsistas e 7 em estágio obrigatório, além dos profissionais que atuam nos projetos de pesquisa e extensão. E para garantir que os pacientes vão receber o melhor atendimento na área de nutrição, a FHCGV investe em formação educacional dos profissionais. “A FHCGV dá um suporte para o meu desenvolvimento como profissional, acrescenta no meu currículo, além disso, com toda a rotina com os pacientes, eles acabam se tornando nossa família. A aprendemos a como formular informações, avaliações nutricionais, aprendemos na prática através de ações, extensões e tudo o que precisamos para a nossa formação profissional”, contou Débora Lopes, estagiária de nutrição.

 

Um dos objetivos da FHCGV é contribuir na valorização e assistência desses profissionais, o nutricionista tem um papel importante de evitar o agravamento da saúde dos pacientes. 

 

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