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Conheça o HC: Terapia ocupacional auxilia tratamento de pacientes internados

A dona de casa Benedita Nascimento, de  64 anos, aguarda para fazer cirurgia cardíaca de revascularização do miocárdio, no andar da Clínica Médica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV). A paciente se recupera de um infarto, e o procedimento deve trazer mais qualidade de vida para ela. Nos dias que antecedem a cirurgia ela participa de grupos de educação em saúde e realiza atividades de relaxamento como meditação, assistir a filmes e cantar no karaokê. Para Benedita, as atividades proporcionadas pela Terapia Ocupacional ajudam diminuindo a ansiedade. “As atividades me acalmam, me tranquilizam”, conta ela.

 

A Terapia Ocupacional, ou TO, é uma especialidade integrada à equipe multidisciplinar da FHCGV, que atende os pacientes psiquiátricos, cardiopatas e nefropatas. As equipes atendem todas as faixas etárias, e os diagnósticos clínicos e cirúrgicos de indivíduos em que a capacidade de realização de atividades do cotidiano esteja comprometida por incapacidades breves ou permanentes .

 

Na Clínica Psiquiátrica, a TO promove a inclusão social e ocupacional, e por meio das atividades expressivas o profissional conseguirá identificar as melhores atividades para o tratamento de cada paciente. “Nós trabalhamos o autocuidado, a responsabilidade com o tratamento, para não ter outro surto, senão o paciente acaba voltando” explica a Terapeuta Ocupacional do Setor de Internação Breve, Marly Maciel.

 

Na Clínica Médica, onde a dona de casa Benedita aguarda cirurgia, a TO trabalha com pacientes cardiopatas e nefropatas que necessitem de adaptação da rotina por conta da limitação funcional. Os pacientes participam de grupos semanais de educação em saúde que vão abordar os cuidados a serem tomados após a alta hospitalar. “A gente vai sensibilizar sobre a diabetes, pressão alta, hábitos alimentares, hábitos de rotina que podem interferir negativamente ou positivamente na saúde e no retorno ou não para uma uma outra internação”, ressalta a Residente de TO Jessica Maia.

 

Aprendizado permanente – A paciente Yanka Rodrigues, 23 anos, que se recupera de uma cirurgia cardíaca, aprovou as atividades no primeiro dia em que participou das dinâmicas. “Melhora a nossa convivência, a gente sai do quarto e pode socializar, assim a gente se diverte e distraímos a cabeça pra não ficar pensando em doença”, conta ela.

 

O sentimento de estar internado, o preparo para um procedimento cirúrgico ou a espera pela alta, são situações que podem gerar ansiedade e dificultar o tratamento. A TO da Clínica Médica, Márcia Nunes, conta que a especialidade também pode controlar a ansiedade e traz benefícios que podem ser muito úteis fora do hospital. “As atividades conseguem diminuir a ansiedade, melhoram a atenção, concentração, raciocínio, tolerância, socialização e tudo o que o paciente aprender aqui ele vai poder aplicar lá fora”, destaca a TO.

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