Endereço:

Trav. Alferes Costa nº2000 - Bairro: Pedreira / Belém - Pará

Diagnóstico precoce ajuda crianças atendidas pelo HC

A pequena Steffany Sophia, de apenas 6 anos de idade, é uma criança que gosta de colorir, pular e correr, como todas as crianças costumam fazer durante a infância, porém, com apenas 1 ano de vida, essa rotina foi interrompida por um diagnóstico de cardiopatia congênita.

Segundo o Ministério de Saúde, uma em cada 100 crianças nascidas no Brasil apresenta um quadro de cardiopatia congênita – uma má formação no coração -. Essa é a segunda maior causa de morte de crianças em todo o Brasil, perdendo apenas para a má formação cerebral. Por isso, é fundamental a realização dos exames de pré-natal, durante a gestação.

No Estado do Pará, a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) é o hospital de referência em cirurgias cardíacas. De janeiro a setembro de 2019 foram realizadas mais de 150 cirurgias cardiológicas pediátricas. Segundo a Dra. Josélia Mansour, chefe da equipe da Clínica Pediátrica da FHCGV, onde a menina Stefany foi operada, um bom pré-natal é importante para o diagnóstico de algum tipo de cardiopatia nos bebês, e assim, elaborar medidas para o tratamento correto. “Durante o pré-natal, os exames como o Ultrassom e o ECO fetal são importantes para verificar se há alguma anormalidade no coração do bebê. Em caso de suspeita, a equipe multidisciplinar, realiza uma avaliação através do Ecocardiograma, esse exame é capaz de encontrar uma cardiopatia no bebê ainda no útero da mãe”, explica a médica.

Depois do diagnóstico, a equipe multidisciplinar formada por vários profissionais da FHCGV, dentre eles médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, elaboram o planejamento de parto e o planejamento de tratamento cardiológico para a criança que está prestes a nascer. Para as crianças maiores, que foram transferidas de outro serviço, ou aquelas que são pacientes ambulatoriais, já recebem diretamente o planejamento do tratamento cardiológico, como foi o caso da Steffany.

A mãe da menina, Carmem da Silva, contou como foi momento em que soube da condição da filha. “Eu descobri que ela era cardiopata porque ela começou a sentir fortes dores no peito. Ela fez o exame e foi diagnosticada com Tetralogia Fallot”, disse Carmem. A Tetralogia de Fallot é uma doença genética rara, que surge devido a alterações no coração,  e modificam o seu funcionamento, reduzindo a quantidade de sangue com oxigênio que é bombeado. É uma doença que afeta aproximadamente 2 em cada 10 mil crianças, e o tratamento definitivo é a correção cirúrgica.

Ao saber que sua filha teria que se submeter a uma cirurgia, Carmem, ficou muito assustada e preocupada. “Eu tomei um susto com a notícia que ela teria que passar por uma cirurgia, fiquei bem apreensiva, impossível controlar o nervosismo, por mais que a gente tenha confiança, mas no fundo a gente tem aquele medo. É muito difícil, muito complicado ver nosso filho em uma situação dessa, toda vez que eu me lembro, eu choro porque não é fácil, mas graças a Deus deu tudo certo, eu sempre falo pra ela que ela é mais forte que eu”, relembra, emocionada, a mãe.

Tratamento – A equipe multidisciplinar da FHCGV realiza o diagnóstico de cardiopatias durante o pré-natal das gestantes, com os exames de Ultrassom Morfológico e o ECO Fetal, também acompanham o pós-parto e elaboram um planejamento de tratamento em todas a fases da vida da criança. “As doenças de cardiopatia congênita são muitas, então é fundamental que todos estejam juntos tanto no diagnóstico como no acompanhamento, pois cada criança apresenta um tipo de doença”, alerta a dra. Josélia

Dona Carmem percebe o quanto a equipe da FHCGV foi fundamental durante a cirurgia, e posterior acompanhamento da pequena Stefany. “Antes da cirurgia dela, os médicos foram bem esclarecedores, falando sobre os riscos mas também me dando todo um suporte nesse momento difícil. E no acompanhamento dela, a equipe vem todos os dias acompanhar como ela está, verificam até a alimentação dela, toda a equipe sempre deu todo um suporte na recuperação da minha filha”, explica Carmen, que agora pode sentir o prazer e a felicidade de ver a filha fazendo hoje tudo o que a doença impedia antes. “Minha filha não podia mais correr, pular e nem colorir, mas agora, com toda a ajuda da equipe da FHCGV, ela voltou a fazer tudo isso e muito mais”, comemora a mãe da pequena Stefany.

Leave a Comment

(0 Comments)

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *