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HC reforça a importância dos cuidados com a saúde mental

Cuidar da saúde é um dos objetivos presentes nos planos de renovação que marcam o início do ano de muitas pessoas. Mas, além das condições físicas, é preciso dar atenção a outro aspecto do bem estar: a saúde mental. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o Brasil é o país mais ansioso do mundo: 18,6 milhões de brasileiros apresentam sintomas do transtorno.

Mesmo diante dos números preocupantes, há desinformação e preconceito sobre a importância de cuidar da saúde da mente. Para evitar o adoecimento emocional da população, a campanha Janeiro Branco foi implantada com o o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e tratamento contra transtornos mentais. No Pará, uma das entidades que participam da iniciativa é a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV), referência em atendimento psiquiátrico de urgência e emergência na região.

Dr. Carlos Teixeira, chefe de psiquiatria da FHCGV, diz que o Janeiro Branco é uma campanha realizada por diversos profissionais que atuam no bem estar mental. “Saúde mental é uma área composta pelo trabalho de muitas categorias, como psiquiatria, psicologia, serviço social, enfermagem, terapia ocupacional, entre outras. O objetivo da campanha é informar, a partir da orientação desses profissionais, sobre os riscos dos transtornos mentais”, explica.

Conscientização – Ansiedade e depressão estão entre os transtornos mentais mais observados na população. São diversos fatores que podem causar as doenças, como questões ambientais, familiares, profissionais e genéticas. Por isso, de acordo com Carlos, reações como tristeza e sentimento de baixa autoestima são naturais até certo momento, mas é preciso atenção à intensidade e duração dos sintomas.

“Existem pessoas que, diante de um compromisso, ficam angustiadas horas antes, mas existem outras que se sentem assim com dias ou semanas de antecedência. Se esse sofrimento começa a ser muito prolongado e a pessoas vão perdendo a capacidade de sentir prazer na vida ou comprometendo sua autonomia, aí se torna doença”.

A importância da conscientização sobre as doenças que afetam a saúde mental é reforçada. “É muito mais aceitável ter uma doença física, que você consiga ver, do que uma doença mental. É preciso entender que a maioria da doenças mentais é tratável e muitas têm cura, mas depende muito da iniciativa da pessoa e da sua família para buscar a melhora”, observa o chefe de psiquiatria. Quanto mais cedo identificar sintomas de doença mental e procurar ajuda, maiores são as chances de um tratamento bem sucedido.

Atendimento – O Hospital de Clínicas possui três setores com atuação específica na saúde mental. A parte de urgência e emergência, disponível para qualquer pessoa que busca orientação e tratamento. Já o setor de internação breve é voltado para pacientes que precisam de cuidado mais intenso e precisam ser internados na instituição. Por fim, o ambulatório, direcionado para atendimento a pacientes que passaram por um período de internação.

“Temos perfil para atender sintomas mais graves, onde a pessoa apresenta mudanças de comportamento ou percepção da realidade que coloquem em risco a própria segurança ou a de outros. Quando há melhora dos sintomas, encaminhamos para tratamento em um Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) ou outras unidade de saúde”, explica Carlos. Em 2019, o setor de psiquiatria realizou cerca de 10,3 mil atendimentos.

Serviço – Para a campanha Janeiro Branco, o hospital realiza ações culturais integradas à proposta da iniciativa, como debates e expressões artísticas acompanhadas por profissionais como psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. A programação acontece nos dias 17 e 24, no setor de psiquiatria do Hospital de Clínicas, a partir das 15h.

Por Igor Oliveira (Agência Pará)

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