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Hospital de Clínicas oferece Transporte Social para pacientes de hemodiálise

Há cinco anos Jarina Beatriz Cardoso, de 31 anos, foi diagnosticada com insuficiência renal crônica – condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas – E consequência disso, ela precisou fazer hemodiálise três vezes por semana e para facilitar um pouco a vida de Jarina, ela é beneficiada pelo Transporte Social da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV).

Ela explica que a maior dificuldade que teve durante o tratamento foi a locomoção, ela mora no município de Ananindeua, apresenta um quadro de saúde delicado e sofria todas as vezes que utilizava o transporte público. “Se eu continuasse a vir de transporte público, talvez não aguentasse. Uma vez, eu vim de ônibus, e o motorista freou e perdi o controle e acabei machucando o braço que tem a fístula. Graças ao transporte social da FHCGV, eu venho e volto com segurança”. A fístula no braço de Jarina, é um acesso vascular implantado cirurgicamente para realizar a hemodiálise.

Jarina Beatriz, é uma das mais de 130 mil pacientes que fazem hemodiálise no Brasil, segundo o Censo Brasileiro de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia, e mais de 90% dos brasileiros que dialisam fazem hemodiálise em unidades de saúde pública do Brasil.

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna é referência no tratamento de hemodiálise no estado do Pará, sendo totalmente gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

O tratamento é disponibilizado através do Serviço de Terapia Renal Substitutiva (STRS) para  pacientes internados ou pacientes ambulatoriais, no qual conta com 15 máquinas de diálise, que funcionam de segunda a sábado, em três turnos, manhã, intermediário e tarde.

A média é de mil sessões de diálise por mês. E para os pacientes que não têm condições, sejam elas físicas ou financeiras, a Fundação disponibiliza seis veículos para o transporte de pacientes, como é o caso da Jarina Beatriz.

“Para que os pacientes em tratamento de hemodiálise possam receber esse benefício, eles são orientados pelo serviço social da FHCGV para solicitar o transporte  na unidade de saúde mais próxima de sua residência, a unidade verifica a necessidade do paciente, dando prioridade a idosos, cadeirantes, debilitados, amputados, cegos e os que acabaram de se submeter a uma cirurgia. Depois de comprovar a necessidade, esses pacientes são encaminhados e incluídos no programa de Transporte Social da FHCGV” Explicou a Residente em Serviço Social do HC, Tayana Watanabe. 

Depois de incluídos no programa, eles são direcionados a FHCGV, “que através do Serviço de Apoio Administrativo inclui o paciente no planejamento da rota de transporte”, acrescenta a chefe do Apoio Administrativo, Shirley Costa. Essa iniciativa beneficia oito pacientes do município de Belém e Ananindeua. 

Tratamento

 

Hemodiálise é o procedimento através do qual uma máquina filtra e limpa o sangue, fazendo parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento retira do corpo os resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o organismo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. Dependendo da situação clínica do paciente esse tempo varia de 3 a 5 horas por sessão e pode ser feita 2, 3, 4 vezes por semana ou até mesmo diariamente. O médico nefrologista avaliará o paciente para que seja escolhida a melhor forma de tratamento para o mesmo.

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