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HC lança Cartilha da Criança Cardiopata

Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, pacientes portadores de cardiopatia congênita encontram dificuldade em receber uma assistência especializada. E isso acontece por vários fatores, como a complexidade do tratamento, os custos elevados, a manutenção de um centro de cardiologia e cirurgia cardíaca pediátrica ou ainda pela falta de informação sobre os problemas cardiológicos do paciente.

 

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV), como centro de referência em tratamento de crianças cardiopatas do Estado do Pará observou as dificuldades dessas crianças em receber esse tipo de acompanhamento e assistência fora da FHCGV, geralmente por falta de informação adequada sobre o tratamento. E para resolver o problema foi criada uma cartilha de saúde da criança cardiopata, desenvolvida pelos profissionais da Cardiologia Pediátrica do hospital.

 

A cartilha tem o objetivo de ajudar a criança portadora de cardiopatia, assim como orientar os profissionais envolvidos no seu cuidado a ter o conhecimento dos principais aspectos relacionados a sua doença e reunir o maior número de informações possível para auxiliar o tratamento no Hospital de Clínicas ou em outra unidade de saúde.

 

“Muitas doenças do coração são complexas e de difícil entendimento sobre o seu comportamento, efeitos e limitações na vida da criança, e essa cartilha ajudará em situações que o paciente ou a família precisar procurar outros serviços de saúde, e o mesmo para profissionais da área da médica”, explica a médica cardiopediatra e idealizadora da cartilha, Dra.Denise Travessa. 

 

Nesta cartilha, constam informações individualizada da criança, como a sua identificação, descrição do problema cardiológico e cuidados e orientações aos pais e aos profissionais de saúde que estarão responsáveis pelo atendimento. 

 

Na FHCGV, foram impressas mil cartilhas que serão implantadas no mês de Fevereiro, sendo gradativamente ampliada e ofertada às crianças atendidas pelo serviço de Cardiologia Pediátrica durante a internação hospitalar e submetidas a tratamento cirúrgico e posteriormente, sendo expandido aos pacientes ambulatoriais. 

 

“Acreditamos que será uma ferramenta importante para manter a continuidade do atendimento destas crianças e atuar de forma preventiva reduzindo complicações e o número de internações hospitalares muitas vezes por desinformação”, acrescenta o Cirurgião Cardiovascular, Dr. Marco Travessa.

 

 

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