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Projeto de fisioterapia “Eu mobilizo” ajuda a reduzir tempo de internação na UTI do HC

Melhorar a força muscular do paciente, reduzir do tempo de internação na UTI e melhorar a qualidade de vida são alguns dos objetivos do Projeto “Eu Mobilizo” desenvolvido pela equipe de fisioterapeutas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna(FHCGV).

 

O projeto “Eu mobilizo” tem a função de estabelecer a mobilização precoce do paciente que está internado na UTI, ou seja fazê-lo se movimentar de forma orientada para diminuir o tempo de internação. O projeto pretende manter e/ou aumentar a força muscular e a função física do paciente, incluindo atividades terapêuticas progressivas com exercícios de mobilidade. A evolução desse paciente é representada por uma placa instalada no leito, indicando as quatro etapas de evolução (Dependente, Sedestação, Ortostatismo e Deambulação).

 

A fisioterapeuta Priscila Cavalcante explica que esse projeto também estimula a equipe a progredir na evolução funcional do paciente. “Após a visita da equipe, traçamos metas para serem alcançadas diariamente nas quais conseguimos determinar o que cada paciente necessita naquele momento, pois para cada paciente há um plano diferente. Depois, colocamos todos os nossos objetivos no quadro de monitoramento do plano terapêutico, assim conseguimos progredir na funcionalidade do paciente durante a sua internação e essa progressão fica marcada na placa “Eu Mobilizo””, diz a fisioterapeuta.

 

Para o seu Divaldo Modesto, internado com insuficiência cardíaca, desde o dia 15 de janeiro, na UTI da FHCGV, o trabalho dos fisioterapeutas é muito importante para o desenvolvimento de sua condição física. “Eu não tinha condições de ficar sentado ou em pé. Mas com a ajuda dos fisioterapeutas estou conseguindo fazer as coisas da minha rotina. Sinto-me bem e acolhido pela equipe. Eles realmente estão de parabéns.”, disse o paciente.

 

A equipe de fisioterapeutas da UTI Adulto da FHCGV é formada por sete fisioterapeutas, que atuam nos turnos da manhã, tarde e noite. Eles executam métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física desses pacientes. Atuam ainda na promoção e recuperação da saúde de paciente desde o pré-operatório cirúrgico, desenvolvendo a educação e conscientização no pós-operatório, até pessoas com o quadro de complexidade mais grave, em atendimento na UTI.

 

“Nós fisioterapeutas, elaboramos métodos para tornar o tratamento dos pacientes de uma forma eficaz e humanizada, assim, ajudando o paciente a retornar a sociedade com uma melhora de capacidade funcional, para realizar todas as suas atividades de vida diária.” destaca a Priscila. 

 

Etapas de evolução do “Eu Mobilizo”:

 

Nesse projeto existem quatro níveis de mobilização: o primeiro nível: o Dependente, quando o paciente está impossibilitado de levantar do leito, e então, a equipe faz o posicionamento funcional para evitar contratura e lesões. É realizado no próprio leito do paciente. 

 

Sedestação. Quando o paciente avança para o segundo nível. Nesse ponto, ele já tem a melhora do nível de consciência, assim a equipe consegue treinar o controle cefálico e de tronco desse paciente. São realizadas atividades como o fortalecimento abdominal, fortalecimento de membros inferiores e superiores e a melhora na expansão pulmonar. 

 

No terceiro nível denominado de Ortostatismo, o paciente já consegue ficar em pé, o fisioterapeuta trabalha na melhora da percepção do corpo e equilíbrio do internado.

 

O último nível é a Deambulação, que é quando  o paciente consegue recuperar a atividade funcional. Ele começa a caminhar na UTI, e os fisioterapeutas auxiliam para que a pessoa consiga realizar as atividades funcionais da sua vida diária.

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