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HC entrega ao mercado de trabalho 45 profissionais de saúde

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) vai entregar ao mercado de trabalho 45 profissionais de saúde, dos programa de residência médica e multiprofissional. A Cerimônia Integrada de Encerramento dos Programas de Residência em Saúde do Pará vai ser realizada hoje (4), às 20h, no Hangar – Centro de Convenções.

 

A residência é uma modalidade de ensino de pós-graduação destinada a médicos e profissionais da saúde, sob a forma de curso de especialização. Funcionando em instituições de saúde como hospitais-escola, os pós-graduandos realizam atividades profissionais remuneradas sob a orientação de preceptores. 

 

Adquirir mais conhecimento e se especializar para ser reconhecido no mercado de trabalho são alguns dos motivos que levam os profissionais de saúde a escolherem fazer uma residência. A residente em Cirurgia Geral, Amanda Lobato explica por que escolheu a FHCGV. “Fui interna quando estava na faculdade e meu módulo de cirurgia foi na FHCGV. Gostei muito da dinâmica, da presença constante dos chefes e por suprir muito bem os conhecimentos básicos do cirurgião geral. É uma rotina pesada, cansativa, com muitos plantões, onde você aprende a se posicionar diante das situações”, disse a residente.

 

O programa de residência na FHCGV iniciou em 2004 com vagas para médicos que queriam se especializar em psiquiatria e ao longo dos anos outras espacialidades de residência foram implantadas. Até 2020, a FHCGV qualificou 436 residentes. O hospital conta com dois tipos de residência a médica e a multiprofissional. 

 

“Temos uma grande ocupação com as nossas vagas de residência. Isso faz a gente crescer, nos estimular estudar e se atualizar. É uma troca tanto para quem atua como médico servidor como para o residente que está aprendendo”, explica Alessandra Leal, diretora-presidente da FHCGV.

 

A diretora diz ainda que o hospital abraçou a residência multiprofissional focando nas referências de cardiologia, psiquiatria e nefrologia. “O paciente precisa de multi cuidados, não é só o cuidado médico, temos uma equipe multidisciplinar, que trabalha interligada, trocando conhecimento para termos resultados muito melhores como os que temos hoje em dia. Quando tenho um residente, que tem um preceptor atualizado, a discussão do que vai ser feito com o paciente é de outro nível. Temos melhores resultados, menor tempo de permanência, menor número de infecções. É um hospital que devido a alta complexidade também precisa de funcionários altamente qualificados”, destaca.

 

Desde 2014 o hospital oferece 11 programas de residência médica credenciados na Comissão Nacional de Residência Médica, com o acompanhamento de coordenador, vice coordenador, supervisores e preceptores. Divididos nas seguintes especialidades médicas: Psiquiatria, Cardiologia, Cardiologia Pediátrica, Cirurgia Área Básica, Cirurgia Geral, Cirurgia Cardiovascular, Clínica Médica, Nefrologia, Medicina Intensiva, Urologia e Hemodinâmica. As bolsas são financiadas pela Secretaria de Estado da Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde.

 

Já a residência multiprofissional existe desde 2012 com três programas: Atenção à Saúde Cardiovascular; Atenção à Saúde Mental; e Nefrologia. Destinados para profissionais da Enfermagem, Nutrição, Educação Física, Psicologia, Serviço Social, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

 

Para Renan Barbosa, educador físico e residente de Saúde mental, o programa de residência demanda dedicação exclusiva. “Durante dois anos a gente dedica 60 horas por semana às atividades teóricas e práticas. Realizamos atividades com os pacientes da emergência e com os da internação. Quando me inscrevi eu não sabia que iria trabalhar em uma clínica psiquiátrica. No começo tive medo, tinha um certo preconceito, mas aos poucos fui aprendendo como era o serviço, tanto que escolhi fazer a minha pesquisa sobre como a música e dança ajudam a resgatar os pacientes da psiquiatria”, garante o residente 

 

A FHCGV possui a única residência de psiquiatria do norte do Brasil, além de ser o hospital de referência no tratamento de doenças mentais. Esses fatores facilitaram a escolha do residente em psiquiatria, Dirceu Cavalcante.

  

“Eu já queria fazer psiquiatria, antes de fazer medicina. A psiquiatria é muito puxada para o residente, aqui o conhecimento e as práticas foram muito bem repassadas. A FHCGV é referência. Aqui temos a oportunidade de ver muitos casos diferentes, a experiência como residente foi além da minha expectativa”, compartilhou Dirceu.

 

O trabalho em equipe proporcionado ao residente é também uma grande oportunidade de aprendizagem e aperfeiçoamento profissional. Nesse sentido, não se pode esquecer da figura do preceptor das Residências.

 

Esse profissional tem como umas das principais funções ensinar a prática da área de saúde escolhida, por meio de instruções formais e com determinados objetivos e metas, favorecendo a aquisição de habilidades e competências pelos recém-graduados, em situações clínicas reais, no próprio ambiente de trabalho.

 

“Temos dois negócios: a assistência e o ensino. Fui preceptora do primeiro residente de medicina intensiva da FHCGV, junto com os outros colegas montamos a residência. Esse ano temos 4 vagas e todas estão preenchidas, isso é importante por que estamos cada vez mais formando profissionais para atender mais pacientes. Estamos pensando no futuro e preparando aqui esses profissionais. Nossos residentes viram nossos servidores e depois viram preceptores também. Eles sabem como a gente pensa, sabem a nossa visão e a nossa missão”, finaliza a diretora-presidente da FHCGV, Alessandra Leal.

 

O diretor da Gerência de Ensino e Pesquisa da FHCGV, Haroldo Koury, compreende que fazer uma residência logo após um curso superior é uma grande vitória e que os residentes formados na FHCGV estão prontos para enfrentar o competitivo mercado de trabalho. “Tenho certeza que eles estão prontos e capacitados para exercer a profissão que escolheram, com dedicação e conhecimento, estão preparados para entrar no mercado de trabalho para competir. Eles também podem prestar concurso para professor, podem investir na área acadêmica e na medicina privada”, conta o diretor.

 

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