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HC realiza treinamento sobre o coronavírus para servidores

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV), dentro das ações previstas pelo governo estadual na prevenção à pandemia do novo coronavírus, realizou nesta terça-feira (17) o Primeiro Treinamento Geral sobre o Coronavírus para servidores do hospital. Durante o evento também foram repassados protocolos do Plano de Contingência da FHCGV, idealizado pela direção do hospital com base nas orientações da Sespa (Secretaria de Saúde do Estado do Pará) e do Ministério da Saúde.

 

O treinamento foi ministrado pelo fisioterapeuta assistencial da FHCGV, Daniel Torres, que destacou de que forma os profissionais da área da saúde devem se proteger.

 

“Como ainda não temos nenhum caso confirmado de coronavírus os profissionais da saúde devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde, tais como: evitar aglomerações; lavar as mãos; utilizar álcool em gel; evitar lugares fechados; e utilizar máscara simples. Caso o profissional precise ter contato com algum paciente confirmado com coronavírus, os profissionais vão precisar usar equipamentos de proteção individual como máscara, gorro, luvas, capote impermeável (avental), óculos ou viseira e tomar muito cuidado durante a retirada desses equipamentos porque nesse momento também é possível o contágio”, explica Daniel.

 

Durante o treinamento, o fisioterapeuta falou, ainda, sobre os cuidados que a população, em geral, deve tomar para evitar a contaminação. “As recomendações são as mesmas: evitar aglomerações, lavar as mãos com água e sabão ou utilizar de álcool em gel e evitar contato pessoal com pessoas com quadro gripal”, pontua. Ele diz ainda que “os principais sintomas da doença são desconforto respiratório, tosse e febre, portanto, não é recomendável procurar ajuda médica se não apresentar os três sintomas.” 

 

A técnica de segurança do trabalho, Celeste Melo, que atua no setor de Saúde do Trabalhador da FHCGV participou do treinamento. Ela elogiou a iniciativa e disse torcer para que esse tipo de evento continue como prática constante. “É de fundamental importância a ação. A partir daqui a gente começa a mudar a mentalidade, os procedimentos. Acho que com isso, o hospital reforça uma visão que já tinha, mas que foi intensificada com o coronavírus no que diz respeito à segurança do trabalho”.

 

A fonoaudióloga Ivana Ribeiro foi outra  integrante da equipe do hospital a participar do treinamento. Para ela foi importante participar porque conheceu maneiras de se proteger contra o vírus, e também como atender os pacientes preservando o profissional de saúde da contaminação. “Nós temos pessoas conscientes de como lidar com toda essa situação então esse treinamento vem mostrar como devemos utilizar os nossos equipamentos de proteção de forma adequada e seguir todas as normas de uma maneira consciente e adequada.”

 

Plano de Contingência – Apesar da FHCGV não ser o hospital de referência para o tratamento do coronavírus, a direção já montou um plano de contingência pensando nos usuários, em especial os de referência do hospital, como explica a diretora-presidente,  Alessandra Leal. 

 

“A nossa clientela é uma população de alto risco: cardiopatas; hipertensos; diabéticos; e crianças cardiopatas, pensando nisso estamos com um plano de contingência focado nas nossas emergências psiquiátrica e cardiológica, e uma outra porta aberta, que é a obstetrícia, para pacientes referenciados. Nesses espaços, os servidores estão preparados e informados sobre como proceder caso algum paciente apresente os sintomas do COVID-19. Também fizemos um levantamento de todos os materiais que temos no hospital para que o servidor esteja protegido e a disseminação seja a menor possível”, explica a diretora.

 

Outra medida estabelecida pela direção do hospital foi a implantação de novas regras de visitação e entrada no hospital. “Reduzimos o número de visitas nas UTIs e enfermarias. A partir de agora vai ser somente um visitante e um acompanhante em horários pré-estabelecidos. A gente tinha um plano mais liberal de visitas, mais humanizado, porém tivemos que interrompê-lo. Vamos fazer o acompanhamento dos servidores que apresentarem algum sintoma gripal e vamos continuar o trabalho de orientação de boas práticas de higiene. Também somos disseminadores do conhecimento e precisamos ter calma e tranquilidade nesse momento”, finaliza Alessandra Leal.

 

 

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