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Hospital Gaspar Viana alerta sobre os cuidados com a mente durante a quarentena

As consequências da pandemia do novo coronavírus estão causando pressão psicológica e estresse em grande parte da população afetada. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os riscos de contaminação e as incertezas provocadas pela covid-19, e principalmente, a obrigatoriedade de isolamento social podem agravar ou gerar problemas mentais.

 

As sensações consequentes do isolamento social e das atividades cotidianas além do medo do que está por vir pode gerar sofrimento psíquico. A interrupção de planos e as restrições sobre a liberdade do ir e vir podem desencadear manifestações emocionais e comportamentais como instabilidade de humor, insônia, estresse, ansiedade e até depressão, dependendo do estado psicológico em que a pessoa se encontra. 

 

A psicóloga Tatiana Reis, chefe do Serviço Biopsicossocial da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) explica que “a compreensão desses desconfortos, ou sintomas psicológicos são essenciais para a reflexão sobre a prática e desenvolvimento de ações voltadas ao manejo dessas ocorrências”. Segundo ela, apesar da medida de isolamento social há como evitar ou reduzir os desconfortos psicológicos, por meio da busca de novas rotinas, como  fazer atividades muitas vezes antes esquecidas devido à rotina de trabalho e estudo. “Ver um bom filme, brincar com os filhos, ler um livro, conversar com a família e com os amigos on-line”, aconselha Tatiana. 

 

A psicóloga ressalta que apesar do adoecimento psicológico ser uma possibilidade ele não gera desconforto em todas as pessoas, uma vez que cada indivíduo reage de uma forma. Mas ela pontua que o excesso de informação pode ser um agravante tanto para a saúde mental quanto para quem procura saber qual a realidade da situação. Ela orienta “escolher um horário específico e não ficar mais de 30 minutos visualizando, ou verificando, os veículos de comunicação em geral, e buscar informações de fontes certas e atualizadas”. 

 

Para além das informações, ela orienta que a pessoa em isolamento deve cuidar da saúde física “se alimentando bem, dormindo entre 6 a 8 horas e fazendo atividade física adequando o espaço de sua casa”, recomenda a psicóloga.

 

Tatiana Reis enfatiza que, nesse momento, “é importante demonstrar empatia com todos, ampliar as histórias positivas, ou seja, aquelas que já deram certo, principalmente das pessoas que já foram curadas”. O apoio a quem precisa também é mais do que necessário. “Apoiar os outros em suas necessidades, por exemplo, oferecer-se para ir ao supermercado para as pessoas em isolamento: como as pessoas idosas e que estão no grupo de risco”, pode ser uma forma de sentir-se útil diante da pandemia. Ela também reforça que não devem ser esquecidas as orientações do Ministério da Saúde (MS) e da OMS, como lavas as mãos com água e sabão, além de usar álcool em gel

 

Apoio aos servidores – Se as suas emoções, seja tristeza, angústia, medo, raiva ou irritação são intensas a ponto de atrapalhar suas atividades cotidianas, talvez seja hora de buscar ajuda, alerta a psicóloga Tatiana Reis. Nesse caso, seguindo as orientações das autoridades de saúde, muitos profissionais criaram redes de atendimento psicológico on-line gratuitas, que tem ajudado muitas pessoas afetadas pelo isolamento.

 

No caso do trabalhador da saúde, o impacto de horas ininterruptas de trabalho, dificuldades inerentes no atendimento de pacientes infectados, medo do adoecimento, e da morte são desafios que cobram um preço. Por esse motivo, a FHCGV, através do Serviço de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SPOT) do Núcleo de Gestão com Pessoas (NUGEPES), juntamente com profissionais psicólogos assistenciais, estão garantindo atendimento psicológico on-line para servidores para que eles continuem com suporte para desenvolver suas atividades laborais.

 

Do mesmo modo, a Emergência Psiquiátrica da instituição está em funcionamento, atendendo 24 horas pacientes em surto ou que apresentem síndromes relacionadas com a pressão psicológica causada pelo isolamento social necessário para deter a contaminação pela covid-19.

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