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Servidores do HC produzem máscaras para doação

O Ministério da Saúde está incentivando a população a confeccionar máscaras caseiras para proteção contra o novo coronavírus. Para proteger pacientes que receberam alta e acompanhantes, servidores da Clínica Pediátrica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) se organizaram para produzir máscaras para doação.

 

É importante salientar que essa ideia partiu do princípio de que  os pacientes da pediatria são cardiopatas e fazem parte do grupo de risco de contaminação do novo coronavírus. “Então pensamos em estratégias de como ajudar essa família no pós internação, como eles iriam se proteger lá fora, aí tivemos essa ideia de confeccionar as máscaras e doar para proteger o paciente, a família dele e incentivar essa cultura da proteção” ressalta Natália Ribeiro, assistente social.

 

Segundo Socorro Almeida, auxiliar em reabilitação, “a ideia surgiu da equipe toda; cada uma contribuiu: uma trouxe o pano, outra trouxe a máquina, e agora estamos organizadas confeccionando as máscaras”. 

 

É fato que já existe uma carência de máscara no Brasil e no mundo, por conta da alta demanda provocada pela pandemia de covid-19. Agora é diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde do Brasil, que todas as pessoas usem máscaras, mesmo caseiras, para auxiliar no controle da disseminação do vírus. Por esse motivo, a que a equipe da pediatria decidiu colaborar de alguma forma, como explica a psicóloga, Selma Souza. “Cada uma faz um pouco, eu não entendo de costura, mas ajudo a tirar os moldes e cortar. A Regiane, a Karen e a Socorro costuram melhor. O objetivo é fazer máscaras para doar para os pacientes e acompanhantes que vão sair de alta médica. E doar para os servidores e familiares dos servidores que precisem. Vamos fazer a quantidade que der o material”, promete a psicóloga. 

 

A dona de casa Ana Rosa Furtado, é a mãe do Thiago Furtado, de 8 anos, que está internado na FHCGV a 3 meses. Ele tem problemas cardiológicos e já fez 3 procedimentos cirúrgicos, e agora está aguardando alta médica. A espera pela alta foi marcada pela alegria da recuperação, mas também pela preocupação de como seria o retorno para casa, já que a criança faz parte do grupo de risco.

 

“A doação de máscaras é uma boa ideia, inicialmente eu só via os profissionais de máscara, mas agora nós acompanhantes e os pacientes também estão usando, e é necessário para amenizar a situação desse vírus, para proteger as crianças como meu filho que são do grupo de risco”, enfatiza Ana Rosa. 

 

A preocupação da equipe da pediatria também é voltada para os profissionais do hospital, para a pedagoga Karen Xavier, as máscaras cirúrgicas precisam ser usadas com racionalidade para não afetar a segurança dos profissionais que estão na linha de frente no atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados com a covid-19.

 

“A gente sabe que vai chegar um momento que vai faltar máscara para todo mundo, então precisamos economizar, para deixar equipamentos para quem está na linha de frente, para médicos, enfermeiros que vão precisar das máscaras cirúrgicas que o hospital já oferece. Então essas máscaras de pano são uma solução para aqueles servidores que não estão lidando diretamente com pacientes ou estão em áreas administrativas”, enfatiza Karen.

 

Máscaras Caseiras – Segundo informações do site do Ministério da Saúde, para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações, que são simples. É preciso que a máscara tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja dupla face. E mais uma informação importante: ela é individual. Não pode ser dividida com ninguém. As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

 

 

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