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Assistente social cumpre importante papel na luta contra o coronavírus

A pandemia do novo coronavírus é um desafio para as autoridades de saúde do mundo todo, que enfrentam as mais adversas situações no processo de atendimento dentro do âmbito hospitalar. E entre as equipes envolvidas nesse processo está o Assistente Social, cujo o dia é comemorado nesta sexta-feira (15). Esse profissional tem importante papel nas ações desenvolvidas nos hospitais, cabendo a ele, entre outras competências, executar planos, programas e projetos para garantir os direitos sociais e o acesso das pessoas às políticas públicas, como saúde, educação, previdência social, habitação, assistência social e cultura.

Na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) a assistente social Janete Araújo, com 28 anos de profissão, diz que escolheu trabalhar nessa área por influência de uma amiga. “Ela disse que o curso era lindo. E foi mesmo amor à primeira vista”, relembra Janete, que se declara ainda “apaixonada” pelo que faz, não hesitando em dizer que “se pudesse entrar numa máquina do tempo, faria a mesma escolha”, declara com orgulho.

A rotina da assistente social, com o advento da pandemia do novo coronavírus, ficou sobrecarregada. Segundo Janete, a quantidade de óbitos ocorridos, o adoecimento dos profissionais de saúde, são algumas das principais dificuldades encontradas na sua jornada de trabalho. Ela também aponta a impossibilidade da despedida, em velório, daqueles que faleceram, o isolamento causado pela suspensão de visitas, e a busca por documentação, atestados médicos, como obstáculos a mais no cotidiano do hospital.

Nesse contexto, cabe ao assistente social fazer o contato, a mediação com a equipe médica, para que cada situação tenha um resultado positivo. “Esse profissional é de suma importância para o desempenho da assistência humanizada. Ele faz parte da equipe multidisciplinar, onde todos os aspectos sociais, desde a chegada do paciente, na triagem, até na sua alta, esse profissional está diretamente envolvido”, ressalta a enfermeira Vera Reis, que trabalha na andar que recebe pacientes cardíacos e grávidas.

Na FHCGV, o perfil dos usuários – cerca de 80% deles vindos do interior do Estado – demonstra a necessidade de trabalhar o aspecto social no atendimento desse público. “O usuário do SUS é muito tímido, não conhece seus direitos e deveres”, declara a assistente social. Diante desse fato, cabe ao Serviço Social, como operador de direitos, em conjunto com a equipe multiprofissional do hospital, orientar e encaminhar as demandas relativas a pacientes e seus acompanhantes.

Acolhimento – A dona de casa Ana Paula Ferreira da Silva, de 35 anos, grávida de 34 semanas, ocupa um leito numa das enfermarias localizadas no 3º andar do hospital. Ela está há quase um mês internada, em períodos intercalados, esperando o momento do parto. Exames feitos no feto indicaram que ele tem problemas cardíacos, e por isso a FHCGV é o local de referência para receber esse tipo de paciente.

O deslocamento de Ana Paula a Belém deveria ser feito com o subsídio do Tratamento Fora de Domicílio, o TFD. Esse recurso é oriundo do Ministério da Saúde, e visa garantir, através do SUS, tratamento médico a pacientes portadores de doenças não tratáveis no município de origem por falta de condições técnicas. Os valores são variáveis, sendo geralmente calculados para garantir a alimentação de hospedagem dos usuários.

No caso da Ana Paula, o hospital em Macapá responsável pelo registro do TFD não fez o encaminhamento da documentação no tempo hábil, o que impossibilitou a liberação do recurso. Isso tornou a situação da grávida bem difícil, uma vez que ela não poderia permanecer por muito tempo internada, por conta do risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Foi nesse momento que entrou em ação a assistente social Janete Araújo. Primeiro ela entrou em contato com o hospital responsável pela liberação do TFD da Ana Paula. Depois, como o recurso não chegaria a tempo de custear as despesas de hospedagem em Belém, ela auxiliou a futura mãe a conseguir encontrar um lugar onde ficar. “Eu acompanhei a Ana Paula até a casa de um conhecido de um tio dela, que a recebeu até que ela possa se internar para ter a criança. Também já acionamos o hospital em Macapá para que agilize o registro e liberação do TFD dela”, relata a assistente social.

“Me senti realmente acolhida”, disse emociona a paciente. “Se não fosse essa ajuda, não sei como ficaria”, declara aliviada a mãe da Maria Inês, nome daquela que será o segundo filho, e que vai nascer cercada de cuidado e carinho da equipe multiprofissional do hospital.

Regulamentação – O Dia do Assistente Social surgiu a partir da aprovação da Lei nº 3.252, de 27 de Agosto de 1957, através do Decreto Federal nº 994, de 15 de Maio de 1962, que regulamenta e oficializa a profissão no Brasil.

A data celebra o profissional dos Serviços Sociais, dedicado na luta por melhores condições de vida, saúde e trabalho para os grupos sociais mais desfavorecidos ou “à margem da sociedade”. É um membro ativo na luta pelos direitos humanos.

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