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HC cria manual que orienta como manter a saúde mental durante pandemia

Medo de adoecer, de morrer, de perder pessoas que amamos, de perder o emprego. Esses pensamentos podem tomar conta da nossa mente durante esse período de pandemia do novo coronavírus e nos passam sensações de impotência, tristeza, irritabilidade, angústia, tédio e desamparo. Os sentimentos são considerados normais para o momento em que vivemos, porém é preciso manter a calma e entender que tudo vai passar e também buscar alternativas para manter a saúde física e mental.

O objetivo de colaborar com a população nesse momento de forte sensação de insegurança, levou a equipe multidisciplinar de saúde mental da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) a criar um manual de estratégias para a manutenção da saúde mental em tempos de pandemia. O documento traz sugestões para as pessoas mergulharem em suas necessidades, prioridades, buscar novas habilidades, autoconhecimento e encontrar a melhor forma de atravessar esse período mantendo a saúde mental.

O projeto foi elaborado por uma equipe formada por doze profissionais, dentre eles residentes e tutores das seguintes áreas: Enfermagem, Psicologia, Terapia Ocupacional, Educação Física, Nutrição e Serviço Social. Cada um colaborou dentro das suas especialidades, montando um manual que traz orientações sobre os sintomas da covid-19, como identificar uma crise de ansiedade, como lidar com os relacionamentos, como organizar uma rotina em casa, dicas de como dormir melhor, práticas de atividades físicas, dicas de alimentação e orientações sobre políticas sociais, direitos e cidadania. 

A enfermeira Evelym Coelho, residente em saúde mental, explica que o manual foi criado pensando em ajudar a comunidade a entender como esse momento também pode afetar a saúde mental. “O Manual surgiu com a proposta de estratégia não só para ajudar os profissionais, mas para a comunidade como um todo conhecer melhor o que é a pandemia, o vírus da covid-19, focando em como isso afeta a nossa saúde mental, como diferenciar os sintomas clínicos do vírus, de uma crise de ansiedade”, explica a enfermeira.

O manual também traz alertas automedicação e orientações sobre sintomas de caráter psicológico. “Alertamos também para os perigos da automedicação, reforçamos que quando a pessoa identificar que não está bem, procure um profissional de saúde, porque a gente já sabe os sintomas esperados, as reações esperadas para esse momento de pandemia e é preciso saber identificar o que pode ser uma angústia, uma ansiedade do que pode ser sintomas do novo coronavírus”, garante a residente.

O leitor também vai ter acesso a dicas de como aliviar a tensão nesses momentos de isolamento, e atividade física é uma ótima alternativa, segundo o residente de educação física, Marcos Paulo Lima.  “A atividade física envolve muito a questão do bem estar após a prática, a gente se sente bem, tem toda a questão fisiológica de liberação dos hormônios e dá essa sensação de prazer e bem estar, de alívio”.

A alimentação é outro item que pode ajudar a atravessar esse momento de forma mais saudável. O manual indica escolher alimentos que não interfiram na qualidade do sono e no aumento da ansiedade como evitar estimulantes, como álcool, café e energéticos.

“Nossa cartilha foca mais no emocional, mas a ansiedade durante esse processo de isolamento muda toda a rotina das pessoas e quando a gente fala da alimentação percebemos que existem pessoas que para lidar com certas situações recorrem à comida, então, por esse momento ser totalmente atípico, é mais complicado manter a alimentação saudável, é mais fácil pedir uma comida ou optar por alimentos mais confortáveis que tragam sensação de prazer, que geralmente são alimentos mais doces e gordurosos” destaca Rayara da Trindade, residente de nutrição.

Ela ainda orienta que não é o momento de pensar em uma alimentação restritiva ou fazer dietas. “Devemos optar por alimentos mais saudáveis possível, mas não fazer uma restrição total. E melhor aproveitar o momento, escutar nosso corpo, entender a nossa fome e de que forma saciar essa fome e não necessariamente restringir tudo que possa dar prazer, como por exemplo, deixar de participar de uma rodada de pizza com a família. Outra sugestão é criar um momento de preparar o alimento em família, porque talvez se não estivesse nesse período de pandemia esse momento não ia existir”, orienta Rayara. 

Clique aqui e tenha acesso ao Manual de Estratégias para a Manutenção da Saúde Mental em Tempos de Pandemia.

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