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Comitê de Humanização do HC implementa Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde

Pacientes que recebem um atendimento mais humanizado, em um ambiente hospitalar, tendem a ter uma recuperação mais acelerada e eficaz.  Para construir esse atendimento é preciso que gestores, servidores e usuários possam ter um relacionamento de bem-estar, fidelidade e ética entre si.

Essas relações têm como base a Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em  2009 e renovada em 2017. Esse documento é uma importante ferramenta para que todos que utilizam o serviço público de saúde conheçam seus direitos e possam ajudar o país a ter um sistema de saúde com mais qualidade.

Na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV), o Comitê de Humanização trabalha para a implementação da Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde, com o objetivo de que cada usuário tenha direito à assistência adequada durante o seu atendimento. Além de implementar ações para a socialização entre gestores, servidores e usuários.

“A humanização é responsável em criar uma relação humanizada entre o usuário, gestores e servidores, de uma forma que todos possam se sentir bem e satisfeitos convivendo no mesmo ambiente. Por isso, o Comitê de Humanização da FHCGV, com o foco de se responsabilizar com o bem-estar dos seus usuários e servidores, disponibilizou a Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde, para assim, permitir que os usuários possam ter seus direitos e garantir a melhoria e continuidade dos processos de trabalho de cada setor da Fundação ” explica a chefia do Comitê de Humanização da FHCGV, Enedina Campos. 

A Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde traz informações sobre os direitos e deveres dos usuários do SUS quando se procura atendimento de saúde. A Carta é composta de sete diretrizes: Direito à Saúde, tratamento adequado, atendimento humanizado, direitos, corresponsabilidade, direito à informação e participação. Ela será distribuída nos setores para que todos possam ter acesso ao conteúdo e ser informados sobre todos os direitos e deveres do usuário da saúde 

O Comitê de Humanização da FHCGV trabalha com a implementação de dispositivos que possam ajudar a melhorar a eficiência dos serviços da Fundação, são eles: Ouvidoria, onde se tem acesso a sugestão, reclamação e elogios; Acolhimento com classificação de risco, na nova triagem onde faz a classificação dos serviços para poder dar o encaminhamento que é devido dentro de nossas especialidades; Acolhimento com resolutividade, onde todas as recepções do hospital possam recepcionar o usuário de forma correta e dar o retorno que ele precisa; Clínica ampliada, onde o objetivo é analisar a perspectiva de todos os profissionais, assim dar um diagnóstico mais efetivo para retorno do usuários; Ambiência, melhorar todos os processos de limpeza, ou seja, as salas, iluminação e móveis; Valorização do trabalhador, trabalhando junto com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e o Núcleo de Gestão de Pessoas (NUGEPES) para criar ações conjuntas para ajudar e auxiliar o estado de saúde do trabalhador. O Comitê realiza, ainda, rodas de conversas para divulgar informações sobre a Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde, e assim, levar à coordenação de cada setor o que pode ser melhorado no ambiente hospitalar e também desenvolver ações de humanização com os usuários da saúde. 

Uma dessas ações de humanização, foi a implementação de tablets que a direção da FHCGV disponibilizou para que os pacientes internados pudessem se comunicar através de videochamadas com seus familiares. A ação, realizada em conjunto com o Grupo Técnico de Informática (GTI) do hospital,  foi uma forma de minimizar o quadro de angústia que os pacientes sofrem com os efeitos do coronavírus. “Hospitalizados, são acometidos de um adoecimento que gera muitos tipos de lutos. O primeiro, refere à perda da própria saúde para uma doença com repercussões incertas; o segundo diz respeito à morte de parentes e amigos de forma inesperada; e a terceira refere-se à perda de projetos e da incerteza diante da vida”, enfatiza a psicóloga Teresa Rocha.

O aposentado Luiz Guilherme Santos, de 61 anos, foi um dos pacientes beneficiados pela utilização dos tablets. Ele foi internado com diagnóstico de infarto, e suspeita de contaminação por Covid-19. O aposentado foi submetido a um cateterismo, – procedimento  realizado por meio da inserção de cateteres nos vasos sanguíneos das pernas ou dos braços que são guiados até o coração por um equipamento especial de raios-X, para desobstrução de artérias. Durante o isolamento, o contato com a família foi feito em videochamadas, onde o aposentado pode matar saudades da esposa e resolver negócios de família com um dos filhos.

Ações como essa, geram segurança, confiabilidade e bem-estar entre usuários e profissionais, o que facilita o desenvolvimento e funcionalidade do hospital. Além de possibilitar a satisfação do usuário e fazer com que ele retorne em busca de atendimento.

Atualmente, o Comitê de Humanização da FHCGV possui 9 membros efetivos, sendo 21 setores com 41 apoiadores. É responsável pela implementação de estratégias que possam servir de benefícios para os usuários, gestores e servidores, o que gera um atendimento humanizado no ambiente hospitalar.

Princípios básicos – Juntos, os princípios da Carta dos Direitos e Deveres da Pessoa Usuária da Saúde asseguram ao cidadão o direito básico ao ingresso digno nos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados.

Em suas publicações a carta se baseia em sete princípios básicos de cidadania. São eles:

1- Todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado aos sistemas de saúde.

2- Todos cidadão tem o direito a tratamento adequado e efetivo para seu problema.

3- Todo cidadão tem direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação.

4- Todo cidadão tem direito a atendimento que respeite a sua pessoa, seus valores e cultura de direitos.

5- Todo cidadão também tem corresponsabilidade para que seu tratamento aconteça da forma adequada.

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