Endereço:

Trav. Alferes Costa nº2000 - Bairro: Pedreira / Belém - Pará

HC desenvolve equipamento que ajuda na locomoção de pacientes da UTI

As equipes de Fisioterapia e a Engenharia Clínica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) desenvolveram um equipamento chamado de “andador adaptado” que ajuda na locomoção de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O equipamento foi adaptado para levar a medicação junto ao paciente enquanto ele realiza exercícios de fisioterapia dentro da UTI. 

O “andador adaptado” é um pedestal de metal, adaptado com rodinhas, suporte para medicação e suporte para o paciente se apoiar, o equipamento é capaz de ajudar e auxiliar os pacientes que dependem de medicamento para sobreviver, mas que também precisam realizar exercícios de fisioterapia para evitar maiores complicações na saúde. 

“Quando paciente fica muito tempo deitado, ele fica propício a desenvolver fraqueza muscular, problemas cardíacos, pulmonares e até mesmo psicológicos. Então com a chegada do andador isso mudou completamente, o paciente passou a ter mais segurança, além de otimizar o tempo de recuperação do paciente” avalia Rafael Araújo, fisioterapeuta diarista da FHCGV.

O Engenheiro Clínico da FHCGV, Circlayton Carneiro, conta que o andador era de um antigo ventilador mecânico e como forma de reutilizar o aparelho, a equipe de engenharia clínica e a equipe de fisioterapia desenvolveram o andador com rodízios, “adaptamos o equipamento para colocar a medicação e ainda colocamos um suporte para que o paciente pudesse se apoiar e levar o andador para onde ele quiser se locomover”, explica o Engenheiro.

A FHCGV, referência em Cardiologia, sempre têm pacientes de pós-operatório cardíaco nas UTIs. Essas pessoas dependem exclusivamente de medicação de uso contínuo, que ficam conectadas a pessoa dificultando a mobilidade e locomoção.

Priscila Cavalcante Sá, é fisioterapeuta intensivista. Segundo ela, o artifício do “andador adaptado” é para melhorar a mobilidade do paciente, ajudando principalmente no equilíbrio. “Se o paciente precisasse de algum soro ou medicação de uso contínuo, ele usaria esse adaptador para as medicações e poderia caminhar. O andador ajuda a pessoa a se locomover, a encontrar segurança, ao se apoiar e se sentir mais confortável, e assim conseguir retomar a sua vida, de certa forma, como era antes”, complementa a fisioterapeuta. 

Esse é o caso do motorista Josué Nascimento, de 36 anos, morador do município de Capanema, no nordeste do Pará. Ele foi submetido a uma cirurgia cardíaca de urgência e depois do procedimento se sentiu desestabilizado e com medo de se locomover sozinho.

“A equipe de fisioterapia foi fundamental. Com o andador, eu consegui todo o apoio que eu precisava para andar e isso ajudou bastante na minha recuperação. Eu perdi o medo, consegui me levantar e me movimentar”, contou Josué que já vem de uma família com histórico de problemas cardíacos. Ele perdeu o pai, a mãe e três irmãos por doenças relacionadas ao coração.

Enquanto o andador trouxe segurança para o seu Josué. Para a dona Marilene Lima, de 55 anos, o andador trouxe esperança. Ela que apresentou graves problemas cardíacos e pulmonares causados pela Covid-19 e teve que ser internada com urgência na UTI do HC. “Ficar nesse leito me fez pensar em várias situações que poderiam acontecer comigo, mas o andador me incentivou a cada dia ter a certeza de que eu ia melhorar. A sensação de poder sair do leito e andar é inexplicável. Com certeza o andador contribuiu muito para o meu desenvolvimento e para a minha recuperação”, garante dona Marilene.

Além de ajudar na reabilitação dos pacientes, o andador possibilita à equipe de fisioterapia desenvolver o trabalho de forma otimizada. Para ajudar um paciente a sair do leito e se locomover era preciso mais de um profissional, com o andador só um fisioterapeuta consegue acompanhar o paciente.

“Antes do andador, a equipe realizava esse procedimento de forma manual, sendo preciso dois fisioterapeutas para cada paciente, um para acompanhar o paciente e outro para segurar a medicação, o que era bastante complicado, pois isso prejudicava a segurança e recuperação do paciente e também o tempo do fisioterapeuta em atender outras pessoas” diz Rafael Araújo. 

Atualmente, a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) possui quatro Unidades de Terapia Intensiva. A UTI Adulto possui 12 leitos, a UTI Coronariana, com 10 leitos, a UTI Pediátrica com 08 leitos e 10 leitos na UTI Neonatal.

Para cada espaço há uma equipe multiprofissional, formada por: Médicos, Enfermeiros, Fisioterapeutas, Psicólogos, Técnicos de enfermagem, Fonoaudiólogos, Nutricionistas e Terapeutas Ocupacionais atuando de forma humanizada no tratamento e na recuperação dos pacientes, desenvolvendo ações em que os pacientes e os seus familiares se sintam acolhidos durante uma internação na UTI.

Leave a Comment

(0 Comments)

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *