Endereço:

Trav. Alferes Costa nº2000 - Bairro: Pedreira / Belém - Pará

A importância do psiquiatra para a saúde mental

Especialista em emoção, pensamento e comportamento humano. Essas podem ser algumas das definições das atribuições de um psiquiatra, profissional especialista no estudo, diagnóstico e tratamento de desordens da saúde mental. Neste 13 de agosto, celebra-se um dos mais importantes marcos para esses profissionais da medicina: a fundação a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), no ano de 1966.

Em 2016, no cinquentenário de fundação da entidade, foi instituído o Dia do Psiquiatra, em uma cerimônia realizada na sede dos Correios, em Brasília, ocasião em que também houve o lançamento do selo comemorativo em alusão à data.

Para se tornar psiquiatra, o profissional precisa graduar-se em Medicina, o que demanda seis anos de estudo, e depois realizar a Residência Médica ou Especialização, que dura três anos. 

Entre os problemas de saúde mental diagnosticados, e tratados pelos psiquiatras, com mais frequência, estão a doença bipolar, depressão, perturbação da ansiedade, transtorno de personalidade, esquizofrenia, anorexia, síndrome do pânico e transtornos obsessivo-compulsivos.

A Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) é referência em atendimento psiquiátrico de urgência e emergência no estado do Pará e ainda oferece o serviço de internação psiquiátrica. 

Quando uma pessoa está com o estado de saúde mental alterado, isso é considerado uma emergência psiquiátrica e exige uma resposta imediata, pois coloca em risco a própria vida da pessoa e a de terceiros. 

Equipe – Na FHCGV, atualmente, há 20 psiquiatras que atendem essas ocorrências. Eles são capacitados para diagnosticar e tratar pessoas que sofrem de diversas doenças ou transtornos mentais, em uma abordagem de concepção integral e centrada no indivíduo. O atendimento é realizado em conjunto com uma equipe multidisciplinar, com o objetivo de melhor atender as necessidades individuais de cada paciente.

Na FHCGV há três setores que atuam especificamente no atendimento à saúde mental. A urgência e emergência, disponível para qualquer pessoa que busca tratamento para diversos transtornos mentais graves. O Serviço de Internação Breve (SIB), destinado a pacientes que precisam de cuidado mais intenso, e necessitam ser internados na instituição; E o ambulatório, direcionado ao atendimento de pacientes que já passaram por um período de internação no hospital e precisam de acompanhamento.

“Temos perfil para atender sintomas mais graves, onde a pessoa apresenta mudanças de comportamento ou percepção da realidade que coloquem em risco a própria segurança ou a de outros. Quando há melhora dos sintomas, encaminhamos para tratamento em um Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) ou outras unidade de saúde”, explica Carlos Teixeira, Chefe da Psiquiatria da FHCGV. 

Atualmente, a emergência psiquiátrica possui 20 leitos para atender pacientes com diversos tipos de transtornos mentais, entre eles, pacientes com histórico de dependência química e demandas judiciais. 

Atendimento de urgência – Ao dar entrada na emergência, seja via encaminhamento ou trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ou ainda por familiares, esse paciente é atendido pelo médico psiquiatra de plantão, e se for necessário, é medicado. 

Algumas pessoas necessitam apenas de ajuste na medicação e logo são liberados. Mas se o paciente apresentar algum risco de fuga, se estiver agressivo, com exacerbação sexual, correr risco de cometer violência ou suicídio, a internação é indicada.

Na emergência, o paciente pode ficar por até 72 horas. Quando houver necessidade, ele será transferido para o Setor de Internação Breve (SIB), para dar início a tratamento. 

Números – Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Universidade do Estado de São Paulo (USP), no Brasil há 10.396 psiquiatras. Cerca de 80% desses profissionais trabalham nas regiões Sul e Sudeste e há uma carência de psiquiatras nas regiões Norte e Centro-Oeste, que juntas contam com apenas 8,72% do total desses médicos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que em 2020, a depressão será, o segundo maior problema de saúde no mundo, em número de casos, perdendo apenas para as doenças cardíacas. Dados de 2018, da OMS junto ao Ministério da Saúde, apontam que:

1 em cada 10 pessoas no mundo sofre de algum distúrbio mental;

No Brasil, 12% da população precisa de algum tratamento relativo à saúde mental;

No Brasil, 3% da população apresenta transtornos mentais graves;

Doenças como esquizofrenia, anorexia, síndrome do pânico e transtornos obsessivo-compulsivos seguem sendo diagnosticadas com maior frequência.

Leave a Comment

(0 Comments)

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *