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Janeiro Branco: Hospital de Clínicas alerta para cuidados além da saúde mental

Segundo a OMS, cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão e outros 20 milhões possuam outros problemas, como ansiedade e fobias

Saúde. Talvez seja esse um dos maiores desejos para o novo ano em todo o mundo. Para muitos, a simples ausência de doenças ou enfermidades seria como ter o pedido atendido depois de um ano tentando se proteger ou se recuperando dos inúmeros impactos da Covid-19.

Com as pessoas mais dispostas a refletir sobre as próprias vidas, o primeiro mês do ano geralmente é destinado a novos compromissos com o autocuidado. No entanto, com base nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), Luana Fonseca, psicóloga na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) aponta que outras atenções são necessária.

Atuando diretamente com o atendimento de servidores e colaboradores da Fundação, Luana ressalta a necessidade de cuidados com a saúde mental em momento em que cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão e outros 20 milhões possuam sintomas de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, estresse pós-traumático e até mesmo ataques de pânico, segundo a OMS.

“Uma saúde plena tem relação com o bem-estar físico, mental e social. Atualmente, a pandemia vem impactando essa relação de diferentes formas e é preciso estar atento aos sinais do corpo, da mente e até mesmo nas relações sociais”, explica Luana.

Luana Fonseca, psicóloga na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) Foto: Ricardo Amanajas / Ag.Pará

A partir dessa realidade e com objetivo de promover uma sensibilização em todo o país sobre a necessidade de atenção com a saúde mental, há sete anos foi criada a campanha Janeiro Branco. Baseada em um trabalho de alcance individual e coletivo, o movimento é um incentivo a autorreflexão e ao debate em torno de estratégicas públicas e privadas de valorização da saúde mental.

No Hospital de Clínicas, há 15 anos, um trabalho desenvolvido por psicólogos assistenciais, acompanhado por uma equipe multiprofissional, vem garantido acolhimento aos servidores e colaboradores em questões relacionadas à saúde mental. Por meio de atividades de escuta, mediação de conflitos, avaliações relacionadas ao adoecimento no trabalho e readaptação dos servidores, entre outras, o serviço foi fundamental para a assistência aos profissionais nos períodos de pico da pandemia.

Luana Fonseca lista algumas das estratégias utilizadas para proporcionar o bem-estar para servidores, colaboradores ou pacientes de um ambiente hospitalar que podem beneficiar a comunidade na busca pela saúde mental, física e social.

  • Não tenha medo de buscar ajuda psicoterapêutica, psiquiátrica e/ou multiprofissional;
  • Pratique atividades físicas regularmente. Caminhadas e exercícios de alongamento e relaxamento são boas opções neste momento. Atividades coletivas também são importantes pelo convívio com outras pessoas, porém é importante observar as medidas de segurança contra a Covid-19;
  • Valorize os momentos de lazer e de descanso;
  • Manter o distanciamento social é importante neste momento, mas tecnologia pode ser uma grande aliada na manutenção do contato amigos e familiares.
Atividades ao ar livre fazem parte da rotina dos pacientes em tratamento psiquiátrico

Para estimular o debate em torno da prevenção ao adoecimento mental e o autocuidado entre profissionais da saúde, o Hospital de Clínicas disponibilizará, a partir da segunda quinzena do mês, uma programação com mostra de filmes e apresentação de palestras em todos os setores, como parte das campanhas institucional e da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que neste ano traz o tema “Cuidar da Mente é cuidar da vida”.